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SALA DE IMPRENSA
Ocupação dos leitos faz região regredir de fase
Marcio C. Medeiros
26/02/2021
João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19, do Governo do Estado de São Paulo - Foto: Aquivo: Gabbardo 260221

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Pompeia, Rinaldo José Traskini, ficou surpreso com os índices apresentados pelo Governo do Estado de São Paulo, quanto a elevação na ocupação dos leitos na cidade de Marília, e diante dos 79,2% assinalados, a região regrediu de fase e agora acompanha Presidente Prudente, Bauru, Araraquara, Ribeirão Preto e Barretos, as seis regiões do Estado de São Paulo que se encontram na Fase Vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo de combate a pandemia da Covid-19. “Isso é muito prejudicial para o comércio, que passa a ser o vilão da situação novamente”, disse o dirigente que não concorda com o Governo do Estado de São Paulo em obrigar as restrições impostas ao varejo. “Se é um lugar que o vírus não é repassado, da forma como falam, é no comércio”, enfatizou o dirigente que faz campanha para o uso dos protocolos de proteção. 

Na 23ª classificação do Governo Paulista, a região de Marília depois de três semanas no laranja, retornou para a vermelha. Somente três regiões estão na fase amarela (Araçatuba, Piracicaba e Baixada Santista), enquanto que outros oito estão na fase laranja (São José do Rio Preto, Franca, São João da Boa Vista, Campinas, Sorocaba, Registro). Grande São Paulo e Taubaté). “É preciso de rigor na fiscalização das aglomerações clandestinas, que hoje são as maiores culpadas do vírus ser disseminado da forma como está sendo tão rápida”, apontou o dirigente ao afirmar que o varejo tem cumprido os protocolos de proteção com rigor: usando máscaras faciais, higienização pessoal e do local, e o distanciamento exigido pelas autoridades de saúde. “Além disso, muitos lojistas distribuem máscaras, oferecem álcool e evitam as filas”, disse o presidente da associação comercial que é contrário ao posicionamento do Governo do Estado de São Paulo que pune o comércio com o fechamento compulsório. 

Rinaldo José Traskini se surpreendeu com o retrocesso, imaginando que a vacinação fosse manter a região no máximo no laranja e com o tempo evoluindo de fase. “Infelizmente a população não está fazem a parte que lhe cabe”, reclamou ao concordar com o Governador João Dória, que aumentou o rigor da fiscalização daqueles que não cumprem as determinações de combate a pandemia. “Existem pessoas que não querem usar máscaras e não compreendem a gravidade da situação”, lamentou o presidente da associação comercial de Pompeia que admite que esse abre e fecha como sendo o principal problema do comércio que precisa de tempo para se recuperar. “A incerteza se o comércio está aberto ou fechado prejudica muito, e as consequências serão sentidas com fechamento de loja, elevação no número de demissões e principalmente o não pagamento de tributos”, apontou em tom de preocupação. 

Segundo o coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, do Governo do Estado de São Paulo, João Gabbardo, o perfil das internações se agravou, com 46% dos pacientes internados estão em UTI, e no pico da primeira onda, apenas 40% dos pacientes estavam em UTI. “Passamos um ano e voltamos a uma situação pior que a inicial”, disse o dirigente paulista ao fazer um desabafo em tom de preocupação com o agravamento da situação. “Mais pessoas vão morrer, mais tempo vai durar esse combate e as consequências serão incalculáveis”, disse ao pedir mais rigor e punição para aqueles que não respeitam as orientações de saúde pública. “Se não mudarmos de comportamento, os resultados são conhecidos e não são bons”, acrescentou Rinaldo José Traskini.

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