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SALA DE IMPRENSA
Fim do Auxílio Emergencial prejudica operações no varejo
Marcio C. Medeiros
06/02/2021
José Augusto Gomes, superintendente da associação comercial, preocupado com a falta de perspectiva de ajuda governamental - Foto: Arquivo: Guto 030221

O setor produtivo do varejo em geral necessita, segundo o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Marília, José Augusto Gomes, de ações governamentais de ajuda empresarial, para a manutenção de emprego, empresas e de pagamento de tributos. “Não basta apenas abrir as portas”, disse o dirigente mariliense. “Será preciso ajudar as empresas a movimentarem a economia”, falou ao lembrar que a inadimplência dos pequenos negócios em operações de crédito alcançou, em 2020, o nível mais baixo de uma série histórica iniciada em 2012, segundo levantamento do Sebrae, considerando o conjunto dessas empresas (MEI, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), a inadimplência registrada no terceiro trimestre do ano foi de 3,3%. “Isso foi conseguido por causa da implementação dos programas que possibilitaram um maior acesso dos empreendedores ao crédito, como Fampe e Pronampe, que não existem mais”, alertou.

De acordo com José Augusto Gomes a pesquisa desenvolvida pela Sebrae com base em dados do Banco Central, mostra que o nível mais baixo de inadimplência (2,8%) foi registrado entre as Empresas de Pequeno Porte (EPP) e o mais elevado foi verificado entre os Microempreendedores Individuais (MEI), com 5,6%. As Microempresas, por sua vez, tiveram uma inadimplência de 5,1% em média. “A preocupação agora é com o impacto que o fim do período de carência, somado ao fim de outras medidas de socorro como o Auxílio Emergencial e a MP 936, que permitiu a suspensão de contratos de trabalho e a redução de salários e jornadas durante o estado de calamidade, devem provocar”, falou o dirigente da associação comercial de Marília, ao mostrar-se preocupado com a inatividade governamental neste sentido.

Segundo o superintendente de Marília a carência de grande parte das operações de crédito do Pronampe chega ao fim nesse primeiro trimestre, e os pequenos negócios passarão efetivamente a começar a pagar os empréstimos contratados em 2020. “Somente a partir daí poderemos avaliar melhor o comportamento da inadimplência e sua evolução em 2021”, avalia José Augusto Gomes que defende medidas governamentais para os empresários no varejo e na indústria, para não haver um colapso no comércio com muito desemprego, muitas lojas fechando e muita inadimplência em todos os sentidos. “É preciso se preocupar”, reclamou ao lembrar que pesquisa feita pelo Sebrae em novembro, 47% dos donos de pequenos negócios haviam manifestado muita dificuldade para manter as empresas em operação. “É importante termos a continuidade dessas políticas de proteção a esses empreendedores”, falou José Augusto Gomes, lembrando que os pequenos negócios são os maiores responsáveis pela geração de emprego e recuperação da economia.

Na pandemia a perda média de faturamento dos pequenos negócios chegou – no momento mais crítico da crise da covid-19 – ao patamar de 70%. Com a retomada das atividades, houve uma redução nesse nível de perda, chegando ao nível de 39% (em novembro). “Agora estamos sem expectativa alguma de ajuda governamental, e ainda vivemos a sombra do abre e fecha de acordo com o Governo Estadual”, lamentou.

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