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SALA DE IMPRENSA
Demora do Governo prejudica o varejo, afirma dirigente
Marcio C. Medeiros
29/01/2021
Jos Augusto Gomes a espera do auxlio emergencial para oxigenar o varejo em geral. O Governo precisa intervir - Foto: Arquivo: Guto 270121

Diante da quarentena imposta pelo Governo do Estado de São Paulo, com o fechamento das lojas em praticamente todo o estado, o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Marília, José Augusto Gomes, acredita que o comércio somente será revitalizado, se o Governo Federal retornar com o auxílio emergencial. “O Ministério da Economia já discute uma nova rodada do auxílio emergencial, mas com uma condição: a realização de um acordo com o Congresso para aprovação rápida de medidas de corte de gastos”, disse o dirigente mariliense preocupado com a situação em que se encontra o varejista em geral. “Essa decisão só deve ser tomada depois das eleições para o comando da Câmara e do Senado, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende abrir diálogo para a aprovação das medidas”, falou ao prever algo neste sentido somente em meados de fevereiro.

Neste jogo de interesses o ministro quer aproveitar o momento de pressão dos parlamentares, governadores e prefeitos para tentar "fazer do limão uma limonada" e aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) com medidas de ajuste que não avançaram em 2020, incluindo cortes em gastos com os servidores. O discurso da área econômica é buscar espaço no Orçamento e no teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação. “A necessidade do auxílio é urgente, o tempo é curto para aprovar uma PEC e o Orçamento de 2021 ainda não foi aprovado, o que não se descarta a possibilidade de abrir um crédito extraordinário, liberando recursos fora do teto”, acredita José Augusto Gomes que não encontra outra alternativa a não ser esta, para movimentar o varejo que está quase que totalmente parado, principalmente em Marília, que está há duas semanas na Fase Vermelha, no Plano São Paulo de combate à Covid-19.

De acordo com José Augusto Gomes diante da constatação do agravamento da segunda onda da Covid-19, o que se considera é que o pedido do crédito, se bem fundamentado, poderá ser aceito pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF). A posição da SOF é relevante porque sempre houve resistência dos técnicos em assinar um crédito extraordinário, que exige que os recursos sejam direcionados para gastos imprevisíveis. Como a pandemia não é mais imprevisível, essa dúvida sempre foi levantada. “Mas a piora da Covid-19 e as novas medidas de restrições em grandes cidades estão mudando o quadro”, acredita o dirigente. Nesse caso, o governo pretende dar uma sinalização na direção da redução da dívida pública. Para isso, Paulo Guedes e equipe contam com a devolução antecipada de recursos emprestados pelo Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal. “Com isso a dívida pública em 2020 deve ficar mais baixa do que o previsto”, frisa o superintendente da associação comercial que prevê uma dívida bruta entorno de 87,9% do Produto Interno Bruto em 2020. A Instituição Fiscal Independente (IFI) reduziu sua projeção de 93,1% para 90,1% do PIB.

Para José Augusto Gomes se nada for feito nesta direção é de se esperar momentos difíceis para o varejo, pois, muitos empreendedores estão no limite e ondas de desemprego, não pagamento de tributos e principalmente dispensa de funcionários serão maiores e mais fortes. “O Governo tem que intervir na economia”, defendeu José Augusto Gomes em tom de preocupação com a classe empreendedora.

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