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Setor de serviços foi o último a sentir a crise, diz Acim
Márcio C. Medeiros
23/01/2017 - 17h05
Arquivo: Libânio 230117
Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, e vice presidente da Facesp, fala sobre o prestador de serviço

O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília e vice presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Libânio Victor Nunes de Oliveira, considerou correta o resultado de recente pesquisa desenvolvida pela FeComercio, que aponta o setor de serviços, como o último a sentir a crise econômica que o País atravessa. “Esse dados mostram que, em São Paulo, as empresas desse setor acumulam recuo de 3,7% no faturamento em 12 meses terminados em novembro”, disse o dirigente. “O ritmo de piora, entretanto, tem ficado menor, pelo que mostra balanço da pesquisa realizada”, argumento Libânio Victor Nunes de Oliveira que considera interessante o estudo, pois, o resultado mais recente é de novembro, que acumula um recuo real de 3,7% em 12 meses. “Esse foi o terceiro mês de diminuição da queda nesse tipo de comparação”, falou.

A retração mais profunda em 12 meses ocorreu em agosto de 2016, com recuo de 4,8%. Em setembro o tombo foi reduzido para 4,5% e, em outubro, para 4,2%. Os pesquisadores reconhecem o movimento, mas acredita que, assim como o setor foi o último a sentir os efeitos da crise econômica, também será o último a se recuperar. “O setor de serviços é influenciado pelos outros segmentos, e somente serão recompostas à medida que os demais setores da economia se recuperarem”, argumentou o dirigente mariliense regional, ao considerar o faturamento só do mês de novembro de 2016, quando percebe-se que o setor de serviços na capital paulista teve queda real de 3,3% em relação a igual mês de 2015, para R$ 21,4 bilhões.

Apesar de ter sido o menor faturamento real para o mês desde 2011, o resultado também representa uma desaceleração do ritmo de piora, uma vez que, em novembro de 2015, o recuo foi de 8,8% diante de igual mês de 2014. Das treze atividades que compõem o indicador, quatro registraram resultado positivo em novembro diante a igual mês do ano anterior: serviços de saúde (17,4%), serviços bancários, financeiros e securitários (4%), empresas do Simples Nacional (3,3%) e de educação (1,8%). As demais nove atividades apresentaram queda de faturamento: agenciamento, corretagem e intermediação (-0,2%), conservação, limpeza e reparação de bens móveis (-3,9%), construção civil (-7,2%), representação (-9,8%), serviços jurídicos, econômicos técnico-administrativos (-10,9%), mercadologia e comunicação (-11,3%), técnico científico (-12,5%), turismo, hospedagem, eventos e afins (-22,3%) e outros serviços (-13,2%).

O presidente da ACI de Marília e vice presidente da Facesp reforça a importância de se fortalecer o consumidor, através de novas oportunidades de emprego. “Uma vez empregado o consumidor faz o comércio girar”, acredita Libânio Victor Nunes de Oliveira ao incluir a queda dos juros e a diminuição da carga tributária como sendo outros dois agentes que influenciam as quedas nas vendas do comércio em geral. “Sem o consumidor o comércio nada pode fazer”, repetiu por diversas vezes o dirigente que ainda espera medidas mais fortes por parte do Governo quando a criação de mais empregos, menos juros e impostos. “O conjunto destes três fatores fará com que a economia se levante novamente”, acredita o dirigente da associação comercial local e regional.